Sindicalistas estão em busca do Mínimo
Entidades sindicais locais fazem mobilização nesta quinta-feira pelo salário mínimo regional em SC
19/3/2009 - Correio Lageano
Lages - A busca ao apoio da sociedade para a implantação do piso estadual de salário, no valor de R$ 587, faz grupos de sindicalistas irem a bairros, empresas, escolas e universidades a fim de coletar assinaturas para embasar a reivindicação a ser apresentada ao Governo do Estado.
Nas visitas que serão feitas, os dirigentes de sindicatos vão pedir o apoio de representações populares, como centros acadêmicos e associações de moradores. Pretende-se deixar com essas entidades material para divulgação da campanha pelo salário mínimo regional.
“Ultrapassando 100 mil assinaturas, transforma o projeto de lei em iniciativa popular e dá mais força a essa reivindicação”, diz Sônia Maria Goulart Carnevalli, presidente do Sindicato dos Auxiliares em Administração Escolar da região Serrana, e apoiadora da mobilização. A meta é colher 17 mil assinaturas neste município, até 30 de maio que é o prazo limite para entrega das assinaturas.
O projeto não é novo, segundo Sônia Carnevalli. Em 15 de janeiro de 2007, quando o projeto de lei que institui o Piso Estadual de Salário foi entregue ao governo do estado pelas entidades sindicais, o seu valor variava entre R$ 480 e R$ 555,67, lembra a sindicalista.
Como se passaram dois anos, e conforme o reajuste de 12% do salário mínimo nacional, mais o INPC de março de 2008 a janeiro de 2009, os valores do piso estadual variam entre R$ 587 e R$ 679, nas contas das centrais sindicais que estão voltando a carga com essa postulação ao governo catarinense.
O que se pretende é que no Estado o salário mínimo passe a ser R$ 587. Na justificativa dessa reivindicação, as 23 entidades que apoiam essa iniciativa dizem que adotando o novo valor, o governo do estado estará valorizando o trabalhador mais humilde e possibilitando que ele possa ter uma vida mais digna.
“Estamos esperançosos quanto ao atendimento dessa reivindicação, embora tenhamos feito essa postulação no ano passado, sem conseguir sensibilizar o governo do estado”, avalia a presidente do Sindicato dos Auxiliares de Administração de Escolas. Anuncia, ainda, que o engajamento que se pretende chega à Câmara de Vereadores na busca ao apoio dos legisladores municipais.
O que diz quem propõe:
Que serão mais de 400 mil trabalhadores beneficiados
Sistema semelhante ao do Rio Grande do Sul e Paraná
Mais dinheiro circulando e propiciando mais renda e mais consumo
Que somente Santa Catarina é que ainda não tem piso estadual de salário.
Projeto quer piso estadual de salário
13/03/2009 - Jornal A Tribuna
Criciúma - Criação de um projeto de lei de iniciativa popular visando instituir o piso estadual de salário no valor de R$ 587,00. Essa é a proposta das centrais sindicais, federações e sindicatos de trabalhadores de Santa Catarina, que, na tarde de quarta-feira, promoveram coletiva à imprensa para divulgar a realização de abaixo-assinado popular por todo o Estado. Para que a proposta se concretize, são necessárias 30 mil assinaturas, no entanto, conforme as entidades, a meta é atingir mais de 100 mil. O ato ocorreu na Assembleia Legislativa.
Como explica o coordenador sindical do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Ivo Castanheira, a proposta é avançar com a ideia em Santa Catarina, único Estado entre as regiões sul e sudeste que ainda não implantou o piso.
Em busca do apoio da população
De acordo com ele, o objetivo é sensibilizar a população: "São mais de dois anos de discussão popular e, no entanto, o governo do Estado não assumiu a proposta, mesmo após reunião. Agora buscaremos o apoio da população, que será muito beneficiada com o projeto", diz. Castanheira ainda destaca que, a partir da próxima semana, será iniciada uma agenda de coleta de assinatura nos principais municípios de Santa Catarina.
Efeito positivo na economia catarinense
Para o deputado estadual Pedro Uczai (PT), que trabalha pela criação do mínimo regional desde 2007 e nessa quarta-feira defendeu a proposta em intervenção no plenário, o projeto terá efeito positivo na economia catarinense, já que aumentará o consumo, a produção, gerará mais empregos e também impostos para o governo estadual. Uczai também defendeu que cada deputado estadual assine e auxilie nos abaixo-assinados: "temos deputados representantes de todas as regiões de Santa Catarina, que votam e são votados. Não tenho dúvida de que essa é a oportunidade de cada parlamentar agradecer o apoio da população", afirma.
Campanha tem mais de dois anos
A campanha visando à implantação do piso estadual de salário teve início ainda em 2006. Conforme Uczai, a nova medida, se aprovada, beneficiará mais de 400 mil trabalhadores catarinenses. Em 2007 a proposta variava entre R$ 480,00 e R$ 555,67. Porém, explica, conforme cálculos, após passados dois anos, o novo valor corrigido proposto é de R$ 587,00. Ele ainda destaca que os oito Estados do Brasil já implementaram seus pisos (Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Espírito Santo, São Paulo e Bahia), registraram fatores positivos na economia.
União de forças sindicais
Participam do movimento pelo piso 15 federações de trabalhadores, sindicatos e cinco centrais sindicais (CUT, CTB, Força Sindical, NCST e UGT).
Centrais sindicais pedem salário mínimo estadual em SC
12/03/2009 - Diário Catarinense
Representantes das centrais sindicais anunciaram na quarta-feira, na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina que vão reunir as assinaturas necessárias em abaixo-assinado para enviar projeto de iniciativa popular para a criação do piso salarial estadual.
O objetivo é elevar para R$ 587 a remuneração mínima regional.
Parlamentares do PT apoiaram a decisão e devem buscar em suas bases adesões à proposta.
Para emplacar um projeto de iniciativa popular são necessárias 30 mil assinaturas, mas os dirigentes sindicais esperam reunir mais de 100 mil.
O coordenador do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Ivo Castanheira, explicou que o projeto visa garantir uma forma mais justa de distribuição de renda porque atinge trabalhadores que não têm convenção coletiva e uma referência mínima salarial.
“O governo do Estado não teve sensibilidade de encaminhar este projeto, que não pode ser de iniciativa parlamentar. Por isso, estamos fazendo este mutirão de abaixo-assinado e contamos com o apoio dos deputados”, disse.
Pelo projeto, o piso deve variar entre R$ 587 e R$ 679, conforme as categorias profissionais.
O presidente da Força Sindical no Estado, Osvaldo Mafra, ressaltou que Santa Catarina é o zero da BR-101, porque Paraná e Rio Grande do Sul, assim como estados do Sudeste brasileiro, já têm seus pisos estaduais há muito tempo.
Dirigentes da Central Única dos Trabalhadores e da União Geral dos Trabalhadores também participaram da reunião.
Eles destacaram que a implantação do piso salarial estadual vai garantir qualidade de vida aos cerca de 400 mil trabalhadores que serão beneficiados com a medida.
“Um piso salarial digno dará condições de aquecer a economia. Santa Catarina tem um dos melhores desenvolvimentos do país e ainda não tem o seu piso regional. Como é uma iniciativa popular, ela já vem com muita força”, disse o líder da bancada do PT na Assembléia, deputado Dirceu Dresch.
O deputado petista Pedro Uczai ressaltou que o projeto já é vitorioso por vir da base e pretende unir três milhões de trabalhadores do Estado.
Lembrou que Santa Catarina tem a quarta melhor renda per capita do país e que não há justificativa econômica para não se implantar o piso regional.
“Os deputados devem buscar em suas bases regionais adesões ao abaixo-assinado. Em 2010 tem eleições. Em 2009, os parlamentares têm que dar este presente para Santa Catarina”, disse Uczai.